sábado, 17 de março de 2012

Engenheiros iniciam instalação de aparelho de radioterapia em Feira de Santana

O engenheiro Steve Martin, que mora na Inglaterra, veio ao Brasil com a finalidade de instalar o acelerador. Ele disse que apesar da complexidade, o aparelho é seguro e quase não apresenta defeitos. Cerca de 25 aceleradores já foram instalados por ele em vários países.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade 

Aparelho de radioterapia da Unacon

Dois engenheiros um de São Paulo e o outro da Inglaterra da empresa Elekta Equipamentos Médicos já iniciaram a instalação do Acelerador Linear - equipamento para aplicação de sessões de radioterapia - na Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia de Feira de Santana).

De acordo com os engenheiros o equipamento deverá entrar em funcionamento para atender o público em 60 dias. Só na sala onde o equipamento está sendo montado foram gastos quase R$ 2 milhões. A parceria envolve a Santa Casa de Misericórdia, Governo do Estado e Governo Federal. O Acelerador Linear deverá atender pacientes de 250 municípios da Bahia.


As peças do acelerador estão sendo instaladas pacientemente pelo engenheiro eletrônico Paulo Pinho. Ele explicou que os trabalhos estão indo muito bem, mas reconhece que o processo de instalação é muito difícil e requer dedicação. “Em três ou quatro semanas vamos iniciar os testes, mas a parte relativa a infraestrutura está bem adiantada", afirmou.


Depois dos testes o aparelho vai passar por inspeções da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Vigilância Sanitária, físicos entre outros profissionais.


O engenheiro Steve Martin que mora na Inglaterra veio ao Brasil com a finalidade de instalar o acelerador. Ele disse que apesar da complexidade, o aparelho é seguro e quase não apresenta defeitos. Cerca de 25 aceleradores já foram instalados por ele em vários países.


O médico oncologista Augusto Mota (a direita), que é coordenador da Unacon, informou que já existe uma equipe técnica preparada para começar a atender o público assim que o aparelho for liberado. “Feira de Santana já tem uma equipe formada por médicos, radioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais em condições de operar a máquina", disse.


Engenheiros começam instalar aparelho
de radioterapia na Unacon de Feira de Santana

Fonte: Acorda Cidade

Maior líder muçulmano da Arábia Saudita pede a destruição de todas as igrejas cristãs

Perseguição aos cristãos no Oriente Médio pode resultar em conflito global


O sheik Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, maior líder religioso do país onde Maomé nasceu, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região.”

Tal comentário do líder muçulmano foi uma resposta ao questionamento de uma delegação do Kuwait, onde um membro do parlamento recentemente também pediu que igrejas cristãs fossem “removidas” do país.

O grão-mufti salientou que o Kuwait era parte da Península Arábica, e por isso seria necessário destruir todas as igrejas cristãs de lá.

“Como acontece com muitos muftis antes dele, o sheik baseou sua fala na famosa tradição, ou hadith, que o profeta do Islã teria declarou em seu leito de morte: ‘Não pode haver duas religiões na Península [árabe]’. Isso que sempre foi interpretado que somente o Islã pode ser praticado na região”, explicou Raymond Ibrahim, especialista em questões islâmicas.

A importância dessa declaração não deve ser subestimada, enfatiza Ibrahim: “O sheik Abdul Aziz bin Abdullah não é um líder muçulmano qualquer que odeia as igrejas. Ele é o grão-mufti da nação que levou o Islã para o mundo. Além disso, ele é o presidente do Conselho Supremo dos Ulemás [estudiosos islâmicos] e presidente do Comitê Permanente para a Investigação Científica e Emissão de Fatwas. Quando se trata do que o Islã prega, suas palavras são imensamente importantes “.

No Oriente Médio, os cristãos já estão enfrentando perseguição maior, incluindo a morte, nos últimos meses. Especialmente nos países onde as facções militares islâmicas têm aproveitado o vácuo de poder criado pelas revoluções da chamada “Primavera árabe”, como Egito, Líbia e Tunísia, Jordânia, Marrocos, Síria e Iêmen.

Os cristãos coptas, por exemplo, que vivem no Egito há milênios estão relatando níveis mais elevados de perseguição de muçulmanos. No Norte de África, os muçulmanos prometeram erradicar o cristianismo em alguns países, como a Nigéria. No Iraque, onde os cristãos tinham algumas vantagens durante o governo de forte Saddam Hussein, populações cristãs inteiras fugiram. O Irã também tem prendido crentes e fechado igrejas mais do que de costume.

Ibrahim escreveu ainda em sua coluna: “Considerando a histeria que aflige o Ocidente sempre que um indivíduo ofende o Islã, por exemplo, uma pastor desconhecido qualquer, imagine o que aconteceria se um equivalente cristão do grão-mufti, digamos o papa, declarasse que todas as mesquitas da Itália devem ser destruídas, imaginem o frenesi da mídia ocidental. Imediatamente todos os veículos gritariam insistentemente ”intolerância” e “islamofobia”, exigiriam desculpas formais e apelariam para uma reação dos políticos”.

O estudioso acredita que uma onda de perseguição sem precedentes está prestes a ser iniciada na região, que ainda testemunha Israel e Irã viverem ameaçando constantemente fazerem ataques. O resultado disso pode ser um conflito de proporções globais.


Traduzido e adaptado de Arabian Business e WND